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17/04/2026
Cooperativas de telecomunicações irão ampliar a inclusão digital
Nove em cada dez brasileiros têm acesso à internet, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas essa conectividade não é igual em todas as partes do país. Em muitos lugares, a oferta ainda é limitada, e realizar atividades cotidianas como entrar nas redes sociais, enviar uma mensagem ou fazer um Pix esbarra em um desafio: a falta de conectividade. Uma realidade que as cooperativas de telecomunicações já estão mudando e irão seguir avançando com a aprovação de uma lei que regulamenta o setor.
Sancionada no começo deste ano, a Lei nº 15.324/2026 assegura às cooperativas a prestação de serviços de telecomunicações em todo o país. Até agora, a atuação delas era restrita à oferta de rede apenas para seus cooperados ou por meio de empresas limitadas vinculadas a cooperativas de distribuição de energia.
“Quando falamos de telecomunicações, estamos falando de algo que é tão essencial quanto energia, água, saneamento, habitação, que é a conectividade. E é nesse contexto que o cooperativismo começa a ampliar sua presença, levando internet de qualidade, inclusão digital e desenvolvimento para as comunidades, especialmente em regiões em que as empresas tradicionais não chegam”, explica Thayná Côrtes, analista técnico institucional de Infraestrutura do Sistema OCB, entidade que representa o cooperativismo brasileiro.
As novas cooperativas serão reguladas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e seguirão todas as regras do setor, com o diferencial de prestarem serviços com foco nas demandas dos consumidores – e não no lucro – e de seu compromisso com o desenvolvimento das comunidades em que atuam.
“Uma cooperativa sempre surge da necessidade das pessoas. Na área de telecomunicações, elas terão um papel muito importante na inclusão digital e irão contribuir para aumentar a competitividade do setor, ampliando o acesso e melhorando a qualidade dos serviços”, acrescenta Thayná.
Como as coops irão atuar
De maneira geral, os serviços de internet no Brasil são oferecidos de duas formas: banda larga fixa, com conexão via cabos; e móvel, que usa redes como 4G e 5G, por meio de chips, para conectividade em qualquer lugar. Segundo dados da consultoria Futurion, na banda larga móvel, 94% do mercado é controlado por três empresas privadas. Na banda larga fixa, a concorrência é mais equilibrada, com 65% do serviço operado por prestadoras de pequeno porte (PPPs) – empresas pequenas e competitivas – que conquistaram o consumidor por oferecer melhor atendimento.
É nesse segmento que as cooperativas de telecomunicações têm maior potencial para transformar o cenário atual, principalmente em zonas rurais ou afastadas de grandes centros urbanos, onde as empresas convencionais não chegam. De acordo com o IBGE, na área rural, um dos principais motivos para a não utilização da internet é a falta de acesso ao serviço no domicílio, citado por 12,1% dos brasileiros não conectados. Nas cidades, apenas 0,9% declaram esse motivo.
Além de viabilizar serviços do dia a dia, como acessar um banco, ler notícias ou assistir a um vídeo, a interiorização da internet no campo tem impacto direto na atividade rural: a conectividade é essencial para o avanço da agricultura de precisão, com o uso de drones e equipamentos agrícolas conectados; para o cumprimento de obrigações fiscais, como a emissão de Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e); para o monitoramento das propriedades em tempo real, aumentando a segurança; e para a comercialização da produção em plataformas digitais.
Juventude conectada
Outro papel fundamental das cooperativas de telecomunicações nas áreas rurais é garantir a conectividade para escolas e outras instituições e contribuir para a permanência dos jovens em suas regiões, assegurando a continuidade dos negócios familiares e promovendo desenvolvimento local.
“Hoje, o jovem do interior quer estar nos seus grupos do WhatsApp, quer ver filmes no streaming, quer acessar sua cooperativa de crédito pelo celular. Ele quer poder usar a tecnologia lá no campo. E as cooperativas de telecomunicações estão viabilizando essa mudança”, explica Jânio Stefanello, presidente da Coprel, cooperativa que por meio da Coprel Telecom leva internet a mais de 30 municípios do interior do Rio Grande do Sul.
A oferta de serviços de telecomunicação pela coop gaúcha começou há cerca de 15 anos, atendendo a uma demanda dos cooperados que já utilizam a energia da cooperativa, reconhecida por ampliar a eletrificação rural no estado. Atualmente, a Coprel Telecom oferece internet 100% fibra óptica com conexão estável e tecnologia de ponta, TV e streaming, telefonia móvel e fixa com cobertura nacional, planos acessíveis e suporte local, videomonitoramento e outros produtos.
Segundo Stefanello, entre as principais vantagens das cooperativas no setor de telecomunicações estão o relacionamento com a comunidade e a presença ativa no território – especialmente nos momentos críticos, como falhas no serviço ou eventos climáticos.
“Na hora da verdade, quando há um temporal, por exemplo, em quanto tempo se repõe uma fibra óptica? Quando acontece um problema, que nível de resposta você dá para o consumidor? Temos um alto nível de preocupação em criar canais de comunicação efetivos para garantir atendimento rápido”, explica.
Além disso, Stefanello destaca outro diferencial cooperativo: a gestão democrática, modelo em que os cooperados têm direito a voz e voto. “Com proximidade, transparência, relacionamento e sentimento de pertencimento, o consumidor passa a ser o dono do negócio”.
Novas regras
Após a sanção, a Lei nº 15.324/2026 entrou na fase de regulamentação, ou seja, de definição sobre como será aplicada no dia a dia. Isso inclui estabelecer regras mais detalhadas, orientações e procedimentos para que as cooperativas de telecomunicações possam funcionar com segurança no setor. Essa etapa é importante para garantir que a lei gere resultados concretos, além de facilitar o acesso a incentivos, financiamentos e outras oportunidades de desenvolvimento.
Além de preencher a lacuna de mercado de conexão em áreas rurais, as cooperativas poderão atuar no serviço de internet por satélite – com grande potencial na Amazônia – e como Mobile Virtual Network Operator (MVNO), operadoras que utilizam a infraestrutura de grandes empresas de telecomunicações para oferecer seus próprios serviços ao consumidor final, com foco em atendimento mais próximo e produtos personalizadas.
“O cooperativismo já demonstrou sua capacidade em diversos setores regulados, como energia e serviços financeiros, e nas telecomunicações não será diferente. Temos uma grande oportunidade de ampliar o acesso à conectividade, fortalecer o desenvolvimento regional e gerar novas soluções para as comunidades”, destaca Thayna Côrtes.
Clique aqui para saber mais sobre as cooperativas de telecomunicações e assista à live do Sistema OCB sobre o novo setor.
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09/04/2026
Cooperativas de saúde fortalecem assistência e ampliam cobertura no Brasil
Você sabia que o cooperativismo de saúde brasileiro é o maior do mundo? Com cerca de 25 milhões de usuários e presença em 90% dos municípios do país, as cooperativas de saúde mostram que é possível proporcionar atendimento de qualidade com valorização dos profissionais e cuidado humanizado dos pacientes.
Na semana do Dia Mundial da Saúde (7/04), os dados mostram como o movimento cooperativo contribuiu para o bem-estar dos brasileiros. O segmento reúne cooperativas médicas, odontológicas e de todas as profissões classificadas como “atividades de atenção à saúde humana”. São 699 coops, que reúnem 270 mil cooperados e geram 150 mil empregos, segundo dados do AnuárioCoop 2025.
Na área médica, a força do cooperativismo é representada pelo Sistema Unimed, considerado um dos quatro maiores grupos cooperativistas do mundo, de acordo com levantamento da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Um em cada cinco médicos do país é associado ao sistema e a rede de atendimento abrange mais de 30 mil hospitais, clínicas e serviços credenciados. No mercado de planos de saúde, 16 das 18 operadoras médico-hospitalares com nota máxima no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), são cooperativas Unimed.
“As cooperativas desempenham um papel estratégico na assistência à saúde no Brasil. Elas mostram, na prática, um modelo de trabalho que valoriza o profissional, amplia a autonomia e fortalece o protagonismo em um setor essencial para a população”, afirma Fabíola Nader Motta, superintendente do Sistema OCB, entidade representativa das cooperativas brasileiras.
Referência em cuidado
E não é só na medicina que as cooperativas de saúde fazem um trabalho de excelência. No Piauí, a Coop Assist foi fundada há seis anos por um grupo de enfermeiros e hoje também reúne técnicos de enfermagem e fisioterapeutas. Os 248 cooperados prestam serviços de saúde em Teresina, Campo Maior, Floriano, Uruçuí e Bom Jesus.
“Trabalhamos com profissionais qualificados e em constante atualização, o que assegura uma assistência segura, humanizada e alinhada às melhores práticas em saúde. Além disso, oferecemos flexibilidade na composição de escalas, adaptando-nos às necessidades específicas de cada instituição”, explica a diretora presidente da Coop Assist, Ivana Falcão.
Para os cooperados, as vantagens de ser associado são diversas. A cooperativa de saúde oferece autonomia na definição das escalas de trabalho, favorecendo o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, além de disponibilizar treinamentos periódicos, suporte psicológico, consultoria jurídica e contábil e outros benefícios.
“Vivenciamos, na prática, os sete princípios do cooperativismo, promovendo um ambiente mais participativo, ético e transparente, o que se reflete diretamente na satisfação do cooperado e, consequentemente, na qualidade da assistência prestada. Somos uma cooperativa que prioriza o cuidado com quem cuida, com uma atuação verdadeiramente humanizada”, afirma, com orgulho, a presidente.
Esse cuidado e atenção se estendem ao paciente, segundo Ivana. Atualmente, a Coop Assist presta serviços em clínicas, hospitais e na modalidade de atendimento domiciliar (home care) e tem firmado parcerias com instituições de saúde para ampliar sua área de atuação.
“O cooperativismo é um modelo sólido, ético e sustentável, ao mesmo tempo em que proporciona um modelo de gestão mais humanizado, onde o profissional é ouvido, valorizado e participa ativamente das decisões, refletindo positivamente na assistência prestada ao paciente. Hoje, temos uma enfermagem mais preparada, segura e comprometida com a qualidade do cuidado”, acrescenta a gestora.
Outro diferencial da cooperativa de saúde piauiense é o compromisso com a comunidade – um dos princípios do cooperativismo – colocado em prática em projetos como Coop Assist em Ação, voltado para ações sociais que incluem atendimentos de saúde, orientações à população e doações de fraldas, kits de higiene e outros itens essenciais para pessoas em situação de vulnerabilidade. Parte das doações é arrecadada nas inscrições de cursos de aperfeiçoamento profissional oferecidos pela cooperativa, promovendo um ciclo contínuo de cuidado, educação e responsabilidade social.
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09/04/2026
Escolha que transforma: SomosCoop chega ao Mais Você
Ana Maria Braga apresentou o carimbo SomosCoop para escolhas de consumo com impacto positivo
A campanha Escolha consciente, escolha o coop ganhou espaço na TV brasileira com uma ação especial no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. O quadro foi ao ar nesta quinta-feira (9) e colocou o carimbo SomosCoop como um elemento central para orientar escolhas no dia a dia.
A apresentadora conduziu uma conversa direta com o público sobre os critérios que costumam influenciar o consumo, como preço e marca, e convidou à reflexão sobre o impacto dessas decisões. “Quando você vê o carimbo SomosCoop, significa que é de uma cooperativa — gente de verdade, trabalhando junto para produzir com qualidade e gerar impacto. É um detalhe pequeno na embalagem, mas que pode mudar tudo. Porque cada escolha que a gente faz também é uma forma de dizer que tipo de Brasil a gente quer incentivar: um Brasil melhor, mais justo e construído com cooperação”, afirmou.
Ao longo da ação, Ana Maria interagiu com diferentes produtos e mostrou, na prática, como identificar o carimbo nas embalagens. A proposta é simples: facilitar o reconhecimento de itens produzidos por cooperativas e destacar atributos como qualidade, procedência, preço justo e impacto social positivo.
A diversidade de produtos apresentados também é um ponto estratégico da ação. Itens como café, leite, óleo de soja, feijão, suco de uva e derivados lácteos ajudam a ilustrar a presença do cooperativismo em diferentes momentos do cotidiano.
Outro destaque é a orientação prática dada ao público: o carimbo SomosCoop pode aparecer em diferentes formatos e posições nas embalagens, mas sempre permite um reconhecimento fácil e rápido. A mensagem reforça que, ao identificar esse sinal, o consumidor opta por um modelo de negócio coletivo, que gera renda, fortalece comunidades locais e promove desenvolvimento sustentável.
“Quando levamos o coop para um programa com a audiência e a credibilidade do Mais Você, conseguimos mostrar, de forma simples e direta, que cada escolha de consumo pode gerar impacto positivo na vida de muitas pessoas”, afirma Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, responsável pela coordenação da campanha.
Mobilização nacional
A campanha Escolha consciente, escolha o coop integra uma das maiores ações de comunicação já realizadas pelo Sistema OCB, com presença em TV, rádio, plataformas digitais e ações em pontos de venda.
A estratégia também inclui a participação de influenciadores e nomes reconhecidos pelo público, para ampliar o alcance da mensagem e reforçar a conexão com diferentes perfis de consumidores: a educadora financeira Nath Finanças traz dicas sobre consumo consciente e planejamento, enquanto o humorista Ed Gama entra com espontaneidade e criatividade, para dar vida a um personagem inspirado no carimbo SomosCoop.
Além disso, as cooperativas são protagonistas na mobilização, com acesso a materiais e conteúdo que permitem replicar a campanha em seus territórios e fortalecer a identidade do movimento em todo o país.
Saiba Mais:
Escolha o Coop chega para mudar o jeito de consumir
Consumidor consciente escolhe o coop
Cooperativas de saúde fortalecem assistência e ampliam cobertura no Brasil
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02/04/2026
Páscoa com propósito tem chocolate de cooperativas
Seis em cada dez brasileiros gostam de chocolate e 41% afirmam consumir o produto pelo menos uma vez por semana, segundo pesquisa da Nexus. Na Páscoa, esse consumo aumenta e vale a pena fazer escolhas conscientes. Chocolates produzidos por cooperativas, além de qualidade, apoiam pequenos produtores, fortalecem comunidades extrativistas e contribuem para um modelo de desenvolvimento mais justo e sustentável.
Em Medicilândia, no Pará, a CacauWay, marca da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans), tem uma linha de 130 tipos de chocolates produzidos com cacau natural, sem conservantes e corantes. As opções incluem chocolates intensos, tabletes, trufas, chocolate na folha do cacau, cacau em pó, amêndoas de cacau crocantes, geleias e licores.
Primeira fábrica de chocolate da Amazônia, a cooperativa está há 15 anos no mercado e tem seis lojas físicas na Região Norte. O trabalho de seus 38 cooperados têm sido reconhecido pelos consumidores e em prêmios nacionais e internacionais. O mais recente foi o Cacao of Excellence, em que conquistou duas medalhas de ouro pelas amêndoas de cacau premium.
O presidente da Coopatrans, Tarcízio Venturim, afirma que os resultados refletem investimentos em pesquisa, técnica e conhecimento no cultivo do cacau. “Essas conquistas são mérito de trabalho sério, pesquisa, melhoramento contínuo e amor pela cacauicultura”.
O efeito desse reconhecimento é que a coop tem crescido em volume de produção e faturamento. Em 2025, a Cacauway atingiu R$ 1,8 milhão em receita e passou a produzir mais de uma tonelada de chocolate por mês. Segundo Venturim, na época de Páscoa, o desempenho pode até triplicar, e, para atender à maior procura, a cooperativa lançou novos produtos este ano. “Na Páscoa 2026, estamos trabalhando em uma linha Sabores da Terra, com iguarias locais como tacacá, jambu e bacuri. Também já comercializamos o chocolate branco com cumaru, essência da Amazônia”, detalhou.
No cooperativismo, os resultados vão muito além dos números. A Coopatrans tem forte impacto social na comunidade ao criar oportunidades de renda, contribuir para a permanência das famílias na região e colaborar para a conservação da floresta. Em uma iniciativa recente, a coop fechou uma parceria com cinco comunidades indígenas para produzir chocolate a partir de cacau produzido por elas. “A Cacauway recebe o cacau, fermenta e transforma em bioproduto vindo das florestas, agregando valor à agricultura familiar. Os chocolates produzidos carregam os sabores da floresta, como frutas desidratadas, tapioca e mangarataia [gengibre]”, conta o presidente.
Do Sul da Bahia para o mundo
O chocolate da Cooperativa Cacau Mata Atlântica da Bahia (Coopermata), produzido em Ituberá, conquistou o paladar de consumidores de todo o país e já chegou ao mercado europeu. Situada na segunda maior região produtora de cacau do Brasil, a cooperativa tem 18 anos de atuação e 455 cooperados. Além de chocolate, comercializa outros derivados do cacau, como mel, nibs, amêndoas caramelizadas, geleias e licores, com várias opções para a Páscoa.
Com integração de produtores e abertura de mercados, o negócio cooperativista tem conquistado resultados expressivos. Em 2025, foram comercializadas 250 toneladas de amêndoas de cacau pela Coopermata, que faturou em torno de R$15 milhões no período.
A cooperativa baiana tem investido fortemente em projetos voltados a jovens produtores de cacau, com o objetivo de estimular a permanência das famílias no meio rural. Partindo do princípio de que a juventude é o futuro da lavoura cacaueira, a coop entende que a sucessão rural vai além da simples continuidade da atividade. Por isso, aposta em iniciativas que fortalecem a permanência no campo por meio da inovação e do uso de novas tecnologias.
“A cooperativa existe para fortalecer a agricultura familiar e os nossos cooperados. Com nosso trabalho, conseguimos impactar positivamente diversos produtores e contribuir com a manutenção da floresta em pé e a continuidade do homem no campo com dignidade, diminuindo o êxodo rural, especialmente entre os mais jovens”, explica o diretor executivo da Coopermata, Josué Castro.
A coop também atua melhorando a infraestrutura produtiva dos associados para viabilizar o beneficiamento adequado do cacau e o aproveitamento de derivados, gerando mais renda. No programa Pratigi Sustentável, por exemplo, os cooperados recebem equipamentos e assistência técnica para aumentar a qualidade e a quantidade do mel de cacau produzido na região. Além dos resultados econômicos, a iniciativa contribui para a preservação da Mata Atlântica.
“Esse projeto veio para fortalecer a produção de mel de cacau da cooperativa e também colabora para a questão da transição agroecológica. A coop já doou para 60 famílias cooperadas um kit de composteiras que vai servir para o produtor transformar o seu resíduo doméstico, que hoje é lixo , em adubo orgânico para sua propriedade”, explica Castro.
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25/03/2026
Coops mobilizam ações no combate às mudanças climáticas
A mudança do clima saiu dos relatórios científicos e, hoje, ocupa espaço nas conversas e na vida de toda população. No mês do Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas (16/03), o tema reforça a urgência de ações coletivas – entre elas, as iniciativas das cooperativas voltadas à sustentabilidade e ao desenvolvimento responsável. Afinal, os efeitos do aquecimento global já podem ser vistos em muitas partes do mundo, seja com ondas de calor mais intensas e duradouras ou nas chuvas irregulares que alternam períodos de seca severa com temporais intensos e concentrados.
Apesar de global, esse é um problema cujas soluções (ou pelo menos parte delas) podem e devem ser encontradas localmente. E as cooperativas brasileiras têm mostrado que podem liderar esse processo ao conduzir iniciativas que mobilizam comunidades, estimulam mudanças de comportamento e geram impacto positivo para o meio ambiente.
Espalhadas por diferentes regiões do Brasil, as cooperativas têm desenvolvido ações que transformam a preocupação com as mudanças climáticas em ações práticas e tangíveis. Além de reduzir impactos, esses projetos também ajudam a ampliar a conscientização de cooperados, estudantes e comunidades sobre a importância da preservação ambiental.
“As cooperativas são agentes fundamentais na mitigação das mudanças climáticas, pois transformam diretrizes globais de sustentabilidade em ações práticas e locais. Com presença em todo o território brasileiro, elas são capazes de desenvolver ações de conscientização onde outras instituições não chegam”, afirma Alex Macedo, coordenador de Meio Ambiente do Sistema OCB – entidade representativa do cooperativismo brasileiro.
“Quando uma cooperativa investe em reflorestamento ou educação ambiental, por exemplo, ela não está apenas cumprindo uma agenda, mas protegendo o patrimônio e o futuro de seus próprios associados. É a prova de que a prosperidade econômica e a resiliência climática podem, e devem, caminhar juntas através da cooperação”, completa.
Comprometidas com a busca do bem-estar coletivo e do desenvolvimento sustentável, as cooperativas sabem como ninguém a importância de iniciativas coletivas e de mudança de hábitos para contribuir com a preservação do planeta. Confira, abaixo, três iniciativas lideradas por cooperativas que têm ampliado a conscientização sobre as mudanças climáticas e ajudado a garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.
Reflorestamento e neutralização de carbono
O Sicoob Coopemata, de Minas Gerais, decidiu que não bastava apenas oferecer serviços financeiros: era preciso limpar o ar que respiramos. Foi assim que a cooperativa, fundada em Cataguases, em 1998, decidiu lançar o projeto "Transformação Sustentável".
A iniciativa surgiu após a cooperativa identificar o impacto ambiental de suas próprias operações e a necessidade de envolver cooperados e colaboradores em ações de sustentabilidade. O caminho escolhido foi o reflorestamento aliado à compensação de emissões de gases de efeito estufa.
A primeira etapa foi a realização de um inventário de carbono para identificar a quantidade de emissões associadas às operações da instituição.
Com base nesse levantamento, a cooperativa lançou a campanha “Adote uma Árvore” e convidou seus cooperados a participar das ações de reflorestamento com a adoção de mudas por meio de um aporte financeiro. O resultado? Mais de 6,7 mil árvores foram adotadas. Desse total, 4,4 mil já foram plantadas, o que representa cerca de 25 mil metros quadrados de Mata Atlântica recuperados. No total, foram neutralizadas 247,97 toneladas de dióxido de carbono (CO2).
Esse reflorestamento ajuda a proteger nascentes de água, melhora a qualidade do ar local e serve como barreira natural contra as mudanças de temperatura. Somado ao plantio, a cooperativa investiu no engajamento, mostrando aos cooperados que ser sustentável também é um bom negócio a longo prazo, pois garante que as futuras gerações tenham recursos para prosperar.
“Além do impacto ambiental, o projeto também gera resultados importantes para o cooperativismo. Cada árvore adotada representa um aporte na conta capital do cooperado, fortalecendo a participação econômica dentro da cooperativa e ampliando o engajamento com a agenda de sustentabilidade. Mais do que números, o que vemos é um movimento crescente de participação dos cooperados, que passam a se sentir parte ativa dessa transformação”, afirma o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Coopemata, Cesar Augusto Mattos
Ao neutralizar suas emissões, a cooperativa de crédito mineira prova que instituições financeiras também podem ser protagonistas na transição para uma economia de baixo carbono. “O papel das cooperativas é de suma importância na conscientização das comunidades onde atuamos sobre a necessidade de participar ativamente da contenção dos impactos negativos que nossas ações provocam nas mudanças climáticas. A Coopemata busca, por meio de seus projetos de sustentabilidade, ser exemplo e incentivar iniciativas que tenham esse mesmo objetivo”, destaca.
Lixo Zero
Se o reflorestamento ajuda a restaurar ecossistemas, a educação ambiental tem o poder de transformar comportamentos. E essa é a aposta da cooperativa educacional Cooperconcórdia, do Rio Grande do Sul, que enfrentava, até 2022, um cenário de ausência de práticas de economia circular em sua região. Com apenas um depósito de resíduos, 100% do material descartado pela cooperativa seguia para aterros sanitários via caminhão-prensa. Ao analisar o entorno, a cooperativa percebeu que essa realidade se repetia em diversas escolas do Noroeste do estado, onde a educação ambiental e a gestão de resíduos ainda eram temas pouco difundidos e carentes de ações práticas.
Para transformar essa realidade, a Cooperconcórdia criou o projeto Multiplicadores Lixo Zero. O objetivo central era disseminar uma cultura de responsabilidade ambiental que pudesse ir além da teoria, focando na gestão correta de resíduos, compostagem, consumo consciente e na construção de cidades mais sustentáveis na região.
A iniciativa nasceu de um projeto-piloto, idealizado pela bióloga Carine Zambonato, embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil. A meta era promover uma cultura de responsabilidade ambiental em escolas, cooperativas e comunidades, disseminando informações sobre sustentabilidade e preservação ambiental. Além disso, o projeto buscava capacitar os participantes como multiplicadores de conhecimento sobre gestão responsável de resíduos.
O projeto piloto foi feito no Colégio Concórdia e apresentou resultados sólidos.Com o programa, a Cooperconcórdia implantou a separação de recicláveis e rejeitos, coleta conforme o cronograma municipal e desenvolveu processos de compostagem dos resíduos orgânicos. Além disso, criou sua própria central de resíduos, estabeleceu parcerias com cooperativas de reciclagem (como a Coopervida) e implantou sistemas de compostagem orgânica.
Após o sucesso inicial do projeto-piloto, a metodologia foi ampliada para além dos muros da escola com o apoio do poder público e do Fundo Social do Sescoop/RS. Assim, a iniciativa chegou a outras nove cooperativas parceiras. Até o momento, o programa já atendeu diretamente mais de 3,3 mil pessoas em 17 municípios gaúchos.
Cooperação desde cedo
Em Guanhães, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, outra experiência demonstra que a formação de uma cultura sustentável pode começar ainda na infância. Baseada em seu compromisso com o desenvolvimento local, o Sicoob Credicenm criou o projeto “Formando Cidadãos Conscientes: Cooperativas Mirins e o Futuro Sustentável”, após identificar um desafio social e educativo na Escola Municipal Dr. Inocente Soares Leão. A instituição sofria com o desperdício de alimentos e materiais, além de carecer de atividades práticas de educação ambiental e de iniciativas que conectam os alunos aos valores da colaboração e do cooperativismo.
O projeto mobilizou cerca de 500 alunos de até 10 anos na criação de duas cooperativas mirins para desenvolver hábitos de consumo consciente e reduzir o impacto ambiental desde a infância, utilizando o protagonismo juvenil como ferramenta de transformação climática e social.
O projeto foi estruturado em fases estratégicas que uniram o aprendizado teórico à prática cotidiana. Inicialmente, os estudantes receberam formação sobre os princípios do cooperativismo, preparando o terreno para a implementação de ações diretas, como o monitoramento rigoroso do uso de materiais e campanhas focadas no descarte correto e no reaproveitamento de recursos, mobilizando toda a comunidade escolar em torno da causa ambiental.
Uma das iniciativas de maior destaque foi a confecção e venda de bonecas Abayomi, produzidas pelos próprios alunos a partir de retalhos de tecido que seriam descartados. A atividade não apenas reforçou o protagonismo infantil como promoveu a valorização da cultura afro-brasileira. Complementando as ações de economia circular, uniformes antigos da cooperativa foram transformados em cobertores reciclados, que, após receberem acabamento com retalhos, foram doados a quatro instituições de longa permanência da região, integrando solidariedade e sustentabilidade.
O resultado vai além do aprendizado ambiental: os estudantes desenvolveram habilidades de cooperação, liderança e responsabilidade social. Professores e famílias relatam mudanças de comportamento que se estendem para dentro de casa, com crianças mais conscientes sobre temas como desperdício, reciclagem e consumo.
“Em um contexto global de urgência climática, as iniciativas das cooperativas brasileiras demonstram que a transição para um futuro sustentável não depende apenas de grandes decisões políticas ou tecnológicas. Ela também se constrói no cotidiano, quando pessoas se unem para cuidar do lugar onde vivem”, destaca Alex Macedo.
Conheça mais cases de cooperativas brasileiras no combate às mudanças climáticas.
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23/03/2026
Escolha o Coop chega para mudar o jeito de consumir
Sabe quando uma escolha simples pode fazer diferença de verdade? É exatamente essa a ideia da nova campanha Escolha o Coop, que o movimento SomosCoop lança nesta segunda-feira (23). A proposta visa mostrar que, na hora de comprar, é possível ir além do preço ou da marca. Dá para escolher um produto ou serviço que também fortalece pessoas, movimenta a economia local e contribui para um mundo mais sustentável.
A campanha é uma evolução da construção em andamento nos últimos anos, mas agora com um convite ainda mais claro: transformar o consumo em uma escolha consciente, com impacto positivo de verdade. A mensagem vai estar em todos os lugares. Terá presença em supermercados pelo país, conteúdos na TV, no rádio e nas redes, além de materiais especiais para que as cooperativas também entrem na onda e levem a campanha para perto das suas comunidades.
A lógica é simples. Se o produto contar com o carimbo SomosCoop, pode confiar. Ele indica que aquele produto ou serviço vem de um modelo de negócios que pensa no coletivo e gera benefícios para todo o país.
Para se aproximar ainda mais do público, a campanha traz nomes bem conhecidos que vão ajudar a fomentar a importância de escolher o coop na hora da compra. A apresentadora Ana Maria Braga será a principal voz nos conteúdos digitais, com sua leveza e autenticidade que acolhe e conecta pessoas. Junto com ela, a educadora financeira Nath Finanças traz dicas sobre consumo consciente e planejamento, enquanto o humorista Ed Gama entra com espontaneidade e criatividade, para dar vida a um personagem inspirado no carimbo SomosCoop.
“A ideia é fazer o consumidor enxergar o impacto das suas escolhas no dia a dia. Queremos que a escolha de um produto com o carimbo SomosCoop seja mais do que preferência, seja critério. Porque cada compra feita de uma cooperativa retorna em forma de emprego, renda e benefícios para a comunidade”, explica Samara Araujo, gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCB, a entidade máxima de representação do cooperativismo no Brasil e responsável pela coordenação da campanha.
Ao longo do ano, a campanha também vai marcar presença em momentos especiais e programas de grande alcance — incluindo participações no MasterChef Brasil — além de ações que conectam o cooperativismo com o dia a dia das pessoas, seja no supermercado, na saúde, nos serviços financeiros ou na gestão de resíduos.
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