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05/08/2026

Dia dos Pais: o que o cooperativismo ensina sobre a paternidade

Cleusimar Andrade e Rafael Andrade são pai e filho com uma paixão em comum: o cooperativismo. A trajetória dos dois mostra como os princípios que orientam esse modelo de negócios também podem inspirar a paternidade, ao estimular o diálogo, o respeito, a escuta e o aprendizado mútuo. Neste Dia dos Pais, a história da família de cooperativistas do Distrito Federal revela que, quando a cooperação faz parte do dia a dia, pais e filhos constroem, juntos, relações mais fortes. Presidente da Rede Alternativa e cooperado da R3 Cooperativa de Catadores de Santa Maria – ambas cooperativas de reciclagem –, Cleusimar tem mais de duas décadas de atuação no cooperativismo e viu o filho seguir naturalmente seus passos. A decisão de também se tornar cooperado partiu do próprio jovem, motivo de orgulho para o pai. Hoje, aos 22 anos, Rafael é responsável pela área de operações da R3, atuando no controle de entrada e saída de materiais, estoque, comercialização, recebimento e organização.  Se por um lado Cleusimar inspirou o filho a conhecer o cooperativismo, por outro também passou a aprender com ele. Recentemente, Rafael concluiu o curso superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas, voltado à profissionalização de catadores e trabalhadores de cooperativas de reciclagem do Distrito Federal, oferecido em parceria entre o Sescoop/DF e a Universidade Católica de Brasília. A formação trouxe novos conhecimentos que hoje se somam à experiência do pai no movimento cooperativista. “Com essa formação superior, ele passou a ter mais conhecimento. Em uma das nossas conversas, soltou: 'Aqui você não é meu pai, não. Aqui nós somos cooperados e vamos trabalhar'", relembra Cleusimar, bem-humorado. A frase resume a relação construída entre os dois dentro da cooperativa: cada um contribui com suas habilidades e experiências, sempre em pé de igualdade e com respeito mútuo. O cooperativismo também proporcionou oportunidades que marcaram a trajetória de Rafael. Por meio de uma capacitação promovida pelo Sistema OCB, ele conheceu Mondragón, na Espanha, referência mundial em cooperativismo. “Eles foram para Mondragón e fizeram um curso maravilhoso lá. Eu também tive a oportunidade de fazer essa formação em outra época”, conta Cleusimar, orgulhoso de ver o filho ampliando seus horizontes por meio do cooperativismo. Coop em família  A história de Cleusimar com o cooperativismo começou quando, diante da falta de oportunidades no mercado de trabalho, ele encontrou na reciclagem uma forma de sustento. Ao ingressar na cooperativa, descobriu um modelo baseado na ajuda mútua, na participação democrática e no desenvolvimento coletivo. Ao longo de duas décadas, passou a integrar conselhos e câmaras temáticas ligados ao cooperativismo, no Distrito Federal e em âmbito nacional. "Hoje, eu não quero abandonar o cooperativismo por nada", afirma.  Além de pai e filho, o coop também atraiu a esposa de Cleusimar e mãe de Rafael, Vilany Freitas, cooperada e presidente da R3. “O cooperativismo está todos os dias na nossa casa. A gente vive disso, cuida da nossa família por meio dessa renda e compartilha os mesmos valores. Acabou virando uma paixão e a gente não consegue mais viver sem”, conclui Cleusimar.  A história de Cleusimar e Vilany foi retratada no documentário Histórias de um Mundo Melhor, lançado pelo Sistema OCB em 2025. Paternidade se constrói com cooperação Histórias como a de Cleusimar e Rafael mostram que os princípios do cooperativismo podem ultrapassar o ambiente de trabalho e inspirar a vida em família. Valores como solidariedade, diálogo, participação, responsabilidade compartilhada e construção coletiva também fazem parte de uma paternidade mais presente e afetiva, baseada no cuidado e na responsabilidade conjunta. Esse modelo contrasta com uma visão tradicional, em que o pai era visto apenas como o provedor financeiro. Nos últimos anos, no entanto, a sociedade tem caminhado para uma compreensão mais ampla da paternidade, na qual estar presente é tão importante quanto sustentar a família. A recente ampliação da licença-paternidade, por exemplo, reforça esse movimento ao incentivar a participação dos pais desde os primeiros dias de vida dos filhos, fortalecendo vínculos e promovendo uma parentalidade mais responsável. Para a professora da Universidade de Brasília (UnB) Hayeska Costa Barroso, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Maternidade, Parentalidade e Sociedade, cuidar dos filhos deve ser uma responsabilidade compartilhada. “A ideia de homem provedor que sai para trabalhar e automaticamente não tem nenhuma obrigação na gestão do espaço doméstico é ultrapassada. Precisamos cada vez mais trazer a paternidade para o centro da responsabilização no campo dos cuidados”, afirma.
Dia dos Pais: o que o cooperativismo ensina sobre a paternidade
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31/07/2026

Que tal preparar na sua casa a receita vencedora do Masterchef com produtos coop?

A disputa pelo Masterchef 2026 continua mobilizando milhares de espectadores em todo o Brasil. O episódio final do programa só vai ao ar no dia 22 de setembro de 2026, mas um capítulo já entrou para a história do reality por trazer cestas com dezenas de produtos de cooperativas. Todos eles produzidos de forma sustentável, com respeito a quem produz e preço justo — atributos encontrados em todos os produtos que carregam o carimbo SomosCoop. carimbo SomosCoop. carimbo SomosCoop.  A receita vencedora do episódio, um delicioso creme de abóbora com bacon e bisteca, foi criada pela dona de casa Aline Oliveira, 47 anos, moradora de Belo Horizonte. “Eu dei uma caramelizada na cebola para dar uma levantada no sabor”, explicou a concorrente. “Coloquei um pouquinho de bacon também, gengibre e finalizei com limão.” A iguaria  conquistou o paladar dos chefs Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jackin “Essa comida me trouxe recordações muito boas, que até me emocionaram”, afirmou o chef Fogaça na análise individual dos pratos. Já o jurado Erick Jackin foi enfático ao considerar o prato “uma perfeita comida de família”. A receita de Aline foi escolhida por unanimidade pelos jurados do programa, que adoraram a mistura de sabores produzida pelos ingredientes enviados por 13 cooperativas de oito estados brasileiros que enviaram produtos para a cesta misteriosa do Masterchef Brasil. Entre os produtos usados por Aline estavam abóbora moranga da Caisp, de São Paulo, manteiga da Compleite, de Goiás, e leite integral da CooperRita Ficou curioso para preparar essa receita fácil, que tem apenas 1 hora de preparo, e ainda espalhar um gostinho afetivo estilo Masterchef aí na sua casa? Confira abaixo os ingredientes e mãos à obra! Creme de abóbora 600 gramas de abóbora moranga 1 litro de água 50 gramas de manteiga 500 ml de leite integral 1 cebola 1 limão pimenta-do-reino a gosto sal a gosto Acompanhamentos 200 gramas de bacon 200 gramas de bisteca de porco 1 colher de sopa de óleo 1 pedaço pequeno de gengibre ralado coentro a gosto (opcional)   Modo de Preparo Pique a abóbora moranga com a casca e retire as sementes. Em uma panela, cozinhe a abóbora na água até que a casca fique macia. Enquanto isso, pique o bacon e frite em uma frigideira até ficar crocante. Retire o bacon da panela e reserve. Corte a bisteca de porco em cubos e tempere com o suco de meio limão, o gengibre, o sal e a pimenta a gosto. Na mesma frigideira em que fritou o bacon, acrescente o óleo, aqueça e frite os cubos de bisteca até dourarem bem. Reserve.  Pique a cebola e refogue na manteiga até dourar, aproveitando a frigideira onde a carne e o bacon foram fritos para pegar o fundo. No liquidificador, adicione a abóbora cozida com a casca, o leite, uma colher de sopa do bacon frito e a cebola dourada na manteiga. Tempere com sal e pimenta a gosto e bata bem até formar um creme sedoso. Transfira a mistura para uma panela e leve ao fogo médio até ferver. Retire do fogo, adicione o suco de meio limão e misture.  Montagem Sirva o creme de abóbora quente em pratos fundos ou bowls. Finalize distribuindo os cubos de bisteca grelhados, o restante do bacon frito e folhas de coentro a gosto por cima do creme.
Que tal preparar na sua casa a receita vencedora do Masterchef com produtos coop?
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31/07/2026

AnuárioCoop: 29 milhões de histórias escritas pela força da cooperação

O cooperativismo continua conquistando espaço no Brasil. Seja para ter acesso ao crédito, cuidar da saúde, produzir alimentos, investir em infraestrutura ou gerar renda, cada vez mais brasileiros encontram nas cooperativas uma forma de crescer junto com outras pessoas.  Os números do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026 (AnuárioCoop), divulgados nesta sexta-feira (31), mostram exatamente esse processo. Em apenas um ano, mais de 3 milhões de pessoas passaram a fazer parte de uma cooperativa. Com isso, o país chegou à marca de 29 milhões de cooperados, o equivalente a 13,6% da população brasileira.  Esse crescimento também aparece em outro indicador importante: depois de um período de estabilidade, o número de cooperativas voltou a aumentar. Foram 302 novas organizações registradas em 2025,  um avanço de 37,3% em comparação ao ano anterior. O ramo Agropecuário liderou a criação de novas cooperativas, enquanto o Nordeste foi a região que mais abriu organizações no período.  Esses resultados mostram que o modelo continua a fazer sentido para milhões de pessoas. Afinal, quando uma cooperativa cresce, o desenvolvimento chega junto. São mais oportunidades de trabalho, acesso a serviços, geração de renda e fortalecimento das comunidades. Essa presença já alcança 3.425 municípios brasileiros. Em muitas cidades, as cooperativas estão por trás do atendimento em saúde, da produção agrícola, dos serviços financeiros, do transporte e de diversas atividades que movimentam a economia local.  Os resultados econômicos acompanham esse avanço. Em 2025, as cooperativas brasileiras movimentaram R$ 848,4 bilhões em ingressos e alcançaram R$ 1,6 trilhão em ativos. As sobras distribuídas aos cooperados chegaram a R$ 61,3 bilhões, enquanto o capital social integralizado alcançou R$ 122,7 bilhões. Além disso, o setor recolheu R$ 20,4 bilhões em tributos.  Outro destaque do levantamento é a geração de empregos. As cooperativas encerraram 2025 com 613.375 trabalhadores, um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. As mulheres seguem como maioria entre os empregados do setor e representam mais da metade da força de trabalho.  O ramo Agropecuário continua sendo o maior empregador do cooperativismo brasileiro, seguido pelos ramos Saúde e Crédito. Este último, por sua vez, continua puxando a expansão do quadro social. Hoje, quase oito em cada dez cooperados pertencem a uma cooperativa financeira. Além de reunir quase 23 milhões de pessoas, essas cooperativas também ampliaram  sua presença em municípios onde, muitas vezes, são a única instituição financeira com atendimento presencial.  O crescimento também aparece no mapa do cooperativismo. Embora o Sudeste continue reunindo o maior número de cooperativas, o Nordeste passou a ocupar a segunda posição nacional, ultrapassando a Região Sul. Estados como Alagoas, Ceará, Amazonas, Rondônia e Rio Grande do Norte registraram os maiores avanços percentuais na quantidade de cooperativas. 
AnuárioCoop: 29 milhões de histórias escritas pela força da cooperação
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22/07/2026

Emprega Coop conecta profissionais a vagas em cooperativas de crédito

Aos 23 anos, Itala Correa era escrevente em um cartório de Manaus (AM), mas buscava novos desafios profissionais. Quando encontrou uma vaga aberta em uma cooperativa de crédito decidiu participar do processo seletivo mesmo sem conhecer muito o cooperativismo. A escolha transformou sua trajetória e abriu caminho para uma carreira no setor. Agora, oportunidades como essa devem chegar a outros profissionais por meio do Emprega Coop, programa que aproxima talentos e cooperativas na Amazônia Legal. Itala entrou no Sicoob Credempresas-AM como assistente e, em poucos anos, chegou à diretoria de Riscos e Controles da cooperativa. Hoje, aos 28 anos, conta que se sente realizada atuando no cooperativismo porque vê o impacto real de seu trabalho na qualidade de vida e na economia de sua cidade.   “As cooperativas de crédito transformam a vida das pessoas e das comunidades ao incentivar o desenvolvimento da região. Além de oferecer soluções financeiras, elas ajudam empresas a crescer, empreendedores a investir em seus negócios e a gerar empregos”, destaca a executiva. A trajetória de Itala está ligada a um desafio comum para as cooperativas, especialmente as de crédito na Amazônia Legal - que abrange a Região Norte e parte dos estados de Mato Grosso e do Maranhão. Ao mesmo tempo em que o setor amplia sua presença na área e cria novas oportunidades de trabalho, muitas coops ainda encontram dificuldades para atrair profissionais que conheçam o modelo cooperativista e estejam preparados para atuar nesse ambiente.  Foi nesse contexto que surgiu o Emprega Coop, plataforma desenvolvida pelo Sistema OCB – entidade que representa as cooperativas brasileiras – em parceria com o Ministério da Educação (MEC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão. Disponível desde 1º de julho, o Emprega Coop reúne, em um único ambiente digital, as vagas disponíveis nas cooperativas de crédito da Amazônia Legal. O objetivo é ampliar a empregabilidade, facilitar o recrutamento das cooperativas e formar profissionais que compreendam os princípios e a cultura cooperativista. Crescimento e oportunidades Nos últimos anos, a Amazônia Legal ampliou a oferta de ensino técnico e superior. A expansão das universidades e dos institutos federais permitiu que milhares de jovens concluíssem sua formação sem deixar a região. No mesmo período, o cooperativismo de crédito fortaleceu sua presença nos municípios amazônicos, ampliando a inclusão financeira e apoiando empresas, produtores rurais e pequenos empreendedores.  Apesar desse crescimento, cooperativas e profissionais ainda enfrentavam dificuldades para se encontrar. Segundo Clara Maffia, gerente geral de Negócios do Sistema OCB, a ideia do Emprega Coop surgiu a partir da escuta das próprias cooperativas. Ela explica que o desafio não estava apenas na oferta de vagas, mas na dificuldade de encontrar profissionais preparados para o modelo cooperativo. “Percebemos que, embora existam oportunidades de trabalho, as cooperativas encontram dificuldade para encontrar profissionais preparados para atuar em um modelo de negócio baseado na cooperação, na participação e no desenvolvimento das comunidades”.   Outro aspecto observado durante a construção do projeto foi o movimento de profissionais que deixam a Amazônia Legal em busca de oportunidades em outras regiões do país. “Muitos profissionais aindam seus estados em busca de oportunidades, enquanto as cooperativas seguem demandando mão de obra qualificada. Foi desse diagnóstico que o Sistema OCB estruturou a plataforma, para integrar recrutamento, capacitação e inteligência de dados”, explica Clara. Vagas do coop O Emprega Coop concentra oportunidades oferecidas pelas cooperativas de crédito da Amazônia Legal em um único site. O candidato faz um cadastro e tem seu perfil analisado por uma ferramenta de Inteligência Artificial, que identifica competências, experiências profissionais e interesses para indicar as vagas mais compatíveis. Além de conectar candidatos às vagas disponíveis, a plataforma também indica necessidades de qualificação e direciona os usuários para cursos gratuitos oferecidos pela CapacitaCoop, plataforma de aprendizagem do Sistema OCB que reúne mais de 250 cursos gratuitos voltados ao cooperativismo e ao desenvolvimento profissional.  Segundo Clara Maffia, o objetivo é que o candidato conheça melhor o funcionamento do cooperativismo e chegue ao processo seletivo mais preparado. “Isso permite que o profissional desenvolva competências técnicas e conheça melhor o funcionamento do cooperativismo”. Quando concluem as trilhas de aprendizagem, os participantes recebem um selo, que fica disponível em seus perfis na plataforma, indicando aos recrutadores que concluíram as capacitações relacionadas às vagas de interesse.  Além das fronteiras A plataforma já está atendendo às cooperativas de crédito da Amazônia Legal, e a expectativa do Sistema OCB é ampliar a iniciativa para outros setores e estados. “Nesta primeira etapa, nosso foco é consolidar a operação na Amazônia Legal e validar a experiência dos candidatos e das cooperativas participantes. A partir desses resultados, vamos expandir a plataforma para cooperativas de todos os ramos e regiões do Brasil, transformando o Emprega Coop em uma referência nacional para recrutamento, qualificação e desenvolvimento de talentos no cooperativismo”, antecipa a gerente geral.  Para profissionais como Itala, essa expansão representa a possibilidade de que outras pessoas encontrem no cooperativismo o mesmo caminho que transformou sua carreira. “Muita gente ainda conhece pouco esse modelo de negócios e não sabe das possibilidades de carreira que as cooperativas oferecem. Uma plataforma como o Emprega Coop facilita esse acesso e dá mais visibilidade às vagas ”, destaca.  Além disso, a diretora enfatiza o papel da plataforma na Amazônia. “Acredito que o Emprega Coop também pode contribuir para o desenvolvimento da região. Quanto mais as cooperativas conseguem formar equipes qualificadas, maior é a capacidade de apoiar empresas, produtores e o comércio local.”  Acesse o Emprega Coop, faça seu cadastro e conheça as oportunidades de capacitação e emprego disponíveis na plataforma.
Emprega Coop conecta profissionais a vagas em cooperativas de crédito
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15/07/2026

Quem é a Coopivara? Saiba mais sobre a mascote do SomosCoop

Calma, acolhedora e completamente obcecada por cooperação: essa é a Coopivara, personagem que virou queridinha das redes do SomosCoop apresentando o cooperativismo para os brasileiros com linguagem leve, sem discurso e sem enrolação. Desde o ano passado, ela compartilha informações, curiosidades e conteúdos educativos para mostrar que cooperar é o melhor caminho para construir um mundo mais justo e sustentável. Entre uma trend e outra, também ajuda a combater a desinformação e levar a mensagem do cooperativismo cada vez mais longe. A Coopivara já conquistou a internet e tem planos pra muito mais! Nesta entrevista, a diva do coop conta como é ser a cara do movimento, sua missão e o que vem por aí. Confira! SomosCoop: Como é representar o movimento SomosCoop como mascote oficial? Coopivara: Foi uma das melhores surpresas de 2025, uma honra! Fui convidada porque sou tranquila, gosto de viver em grupo e me dou bem com todo mundo, basicamente currículo de cooperativista raiz. Hoje minha missão é simples: mostrar nas redes que cooperar é bom demais. E representar mais de 25 milhões de cooperados é uma missão que eu levo a sério, do jeito relaxado que só eu sei levar as coisas a sério.  Você explica o cooperativismo para quem não conhece, participa de trends e ainda faz memes. Como consegue equilibrar tudo isso? O segredo é simples: carisma! Ninguém vai parar para ler um textão sobre cooperativismo, mas quase todo mundo assiste a um vídeo de 15 segundos ou, compartilha um meme bom. Se eu conseguir arrancar um sorriso e, de brinde, alguém entende por que cooperar muda vidas, a missão está cumprida. Por que você e o cooperativismo deram tão certo juntos? Porque a gente é praticamente a mesma espécie, no sentido figurado, óbvio. Capivara vive em grupo, é tranquila, convive bem com todo mundo (até com jacaré e existem provas disso) e ainda é um símbolo genuinamente brasileiro. Junta isso com um movimento que acredita na força da união e do respeito, e o match foi imediato. Eu diria que nasci cooperativista, só demorei pra descobrir o nome disso. Qual a sua dica para quem está começando no coop?  Primeiro, sejam bem vindos. Segundo: cheguem sem medo de perguntar. Eu também fui aprendendo aos pouquinhos. Comece conhecendo uma cooperativa, converse com quem já faz parte desse movimento. Quanto mais você conhece esse jeito de empreender e viver em comunidade, mais percebe que cooperar faz bem para todo mundo. E, claro, me acompanha nas redes do SomosCoop que eu ajudo nessa jornada.  O que os seguidores podem esperar da Coopivara daqui para frente? Vem muita coisa boa por aí. Quero visitar mais cooperativas, conhecer histórias inspiradoras, participar de desafios, gravar conteúdos com cooperados e continuar mostrando que o cooperativismo está presente em muito mais lugares do que as pessoas imaginam. Segue lá no @SomosCoop para não perder as novidades!
Quem é a Coopivara? Saiba mais sobre a mascote do SomosCoop
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09/07/2026

Cooperativas vão ampliar acesso a seguros no Brasil

Menos da metade dos brasileiros (46%) têm algum tipo de seguro ou previdência privada, sendo que apenas 18% têm seguro de vida, segundo pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Entre os motivos para a baixa adesão estão a falta de educação securitária e financeira, produtos que não se encaixam na realidade dos consumidores, custos elevados, desconfiança e burocracia. Agora, esse cenário tem tudo para mudar com as cooperativas de seguros, que poderão atuar de forma ampla nesse mercado, com soluções mais acessíveis e alinhadas às necessidades dos brasileiros. Até pouco tempo, o cooperativismo podia oferecer apenas seguros agrícolas, de saúde e de acidentes do trabalho. Essa realidade mudou com a Lei 213/2025, sancionada em janeiro, e com a publicação das regras sobre o funcionamento do setor na Resolução 492/2026, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), no começo de maio. Agora, as novas cooperativas começam a ser constituídas e a expectativa é que os seguros cooperativistas estejam disponíveis a partir de 2027.    Veja o que as cooperativas de seguros poderão oferecer:  Seguro de vida e integridade física  Seguro rural e agrícola  Seguro saúde  Seguro residencial e empresarial  Seguro de automóveis  Seguro de crédito interno e exportações  Seguro de responsabilidade civil  Seguro de transporte de cargas  De acordo com o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani, a participação das cooperativas no setor vai ajudar o país a ter mais proteção financeira, ampliando a capacidade de resposta diante de eventos extremos como as enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024. Naquela ocasião, segundo ele, apenas 6% dos prejuízos estavam cobertos por seguros.  “Precisamos aumentar a resiliência securitária da economia brasileira. E o cooperativismo surge como um parceiro fundamental para ampliar essa proteção, alcançar regiões onde o seguro ainda é pouco presente e contribuir para o desenvolvimento econômico e social”, afirma.  A experiência cooperativista  Com 25,8 milhões de cooperados e atuação consolidada em diversos setores da economia – agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura, transporte, além de trabalho e produção de bens e serviços – o cooperativismo levará ao mercado segurador sua capacidade de gerar negócios com foco nas pessoas e impacto positivo para as comunidades. “O cooperativismo de seguros tem muito a entregar para o Brasil. Podemos balizar, ser referência nesse mercado, como as cooperativas de crédito têm sido para o setor financeiro. Podemos ser a grande referência e gerar uma condição de vida melhor para a nossa gente. Esse é o nosso objetivo”, afirma Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB.  A previsão é que o mercado brasileiro de cooperativas de seguros atinja, nos próximos anos, milhões de beneficiados, especialmente pequenos empreendedores, produtores rurais e trabalhadores autônomos que muitas vezes encontram dificuldades em contratar seguros com as empresas tradicionais.  Além de preços mais competitivos, as cooperativas de seguros terão outros diferenciais: relacionamento próximo e humanizado com os segurados, produtos adaptados à realidade regional, distribuição dos resultados financeiros entre os cooperados, fortalecimento da economia local e geração de valor econômico e social de forma sustentável.  “O cooperativismo faz esse trabalho de balizar preços e incluir pessoas de maneira muito exitosa nos outros setores que já atua, como o crédito, saúde, agro e transporte. E agora tem um papel muito importante na ampliação do mercado de seguros. Estamos falando de organizações que não têm finalidade lucrativa, ou seja, que visam o desenvolvimento dos cooperados e têm um olhar de desenvolvimento muito relevante”, destaca Clara Maffia, gerente-geral do Sistema OCB. Seguro cooperativo no mundo  A chegada das cooperativas ao mercado de seguros coloca o Brasil em sintonia com uma tendência global. Hoje, uma em cada quatro apólices emitidas no mundo são de cooperativas e mútuas, segundo dados da Federação Internacional de Cooperativas e Seguros Mútuos (ICMIF). Na Europa, essa participação supera os 30% e, nos Estados Unidos, chega a 40%.  Agora, é a vez de o Brasil dar esse passo e oferecer aos cidadãos produtos e serviços securitários que colocam as pessoas em primeiro lugar. “O cooperativismo brasileiro trará respostas muito positivas, em especial na inclusão dos brasileiros e das brasileiras que estão lá no Brasil profundo e que precisam do seguro como uma forma de organizar sua proteção e segurança. Isso contribui para uma vida mais feliz, com mais bem-estar”, afirma a advogada e professora Angélica Carlini, que atua no setor segurador há quatro décadas.
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